Pessoas negras nem sempre puderam votar

Durante muitos anos, negros não tinham direito ao voto no País. A exclusão do processo eleitoral se deu de diversas formas, seja pela condição de pessoa escravizada ou, mais tarde, por meio da Lei Saraiva, que impedia analfabetos de participar da escolha. A grande massa, não sabia ler nem escrever, e ficaram de fora da decisão eleitoral. O reconhecimento do voto como direito universal de todas e todos, sem impedimentos de renda, escolaridade, raça ou sexo, é uma avanço recente, que veio após uma década de lutas dos trabalhadores no Brasil. 

 

Assim que foram libertas, além de enfrentar o impedimento por serem analfabetas, as pessoas negras foram  “cientificamente” consideradas raça inferior. Os negros teriam a propensão natural para o crime, para a disseminação de determinadas doenças, e incapazes de desenvolver pensamento crítico. Um dos exemplos da segregação foi o deputado Monteiro Lopes que, por ser negro, ganhou diversas eleições, mas sua diplomação não ocorria, sendo alegada uma série de fatores impeditivos. Somente depois de uma campanha organizada pelo Brasil todo, ele tomou posse do cargo em 1909.

 

Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos, e quem tem entre 16 e 17 anos ou mais de 70 anos. O voto em pessoas negras e comprometidas com as pautas para melhorar a qualidade e as condições de vida dos seus é uma das formas de inclusões de várias ordens,  como  emprego e renda, saúde, educação, moradia. Aqui no site, você encontra um mapeamento de candidaturas que estão em conformidade com as principais pautas do movimento negro. A revolução acontece também nas urnas.

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