Quem são os quilombolas?

Os primeiros quilombos do Brasil surgiram no período da escravidão, quando os negros que conseguiam fugir se uniam em locais escondidos – embrenhados no meio da mata. Lá, passavam a viver de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Atualmente, são 16 milhões de pessoas negras vivendo nos 5 mil territórios quilombolas remanescentes espalhados pelo País. Os territórios quilombolas são ocupados e explorados por grupos familiares que são orientados pela solidariedade e ajuda mútua. Ali vivem com regras consensuais, com cultura estabelecida e repasse geracional de saberes e forma de viver.

No entanto, se antes, o medo era dos senhores de engenho, atualmente o medo é de serem expulsos de sua própria terra. Com represálias promovidas pelos fazendeiros e com poucas políticas públicas que os amparem, os quilombolas vivem sob ameaças de todo tipo. São invasões, destruição do solo, construções irregulares feitas por grandes empresas, que não dão nenhuma contrapartida pelas consequências ali deixadas. A falta de titulação das terras, torna esse grupo ainda mais vulnerável, com uma iminência grande de terem que abandonar suas casas a qualquer momento.

O Brasil é um dos países signatários da convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento protege os povos indígenas e quilombolas e assegura o direito à titulação de suas terras. Atualmente, há uma tentativa de instaurar um marco temporal, que vai reduzir os direitos garantidos a esses povos nos últimos anos, inclusive quando o assunto é demarcação de terras. A barragem de titulação desses espaços pode dizimar os povos indígenas e quilombolas.

Com a proximidade das eleições municipais, fica ainda mais evidente a importância de eleger candidaturas que sejam comprometidas em melhorar a qualidade e condição de vida das pessoas negras, estejam elas no campo ou na cidade. Independentemente da forma como se organizam ou se manifestam culturalmente. Aqui no site, você encontra um mapeamento de candidaturas que estão em conformidade com as principais pautas do movimento negro. Essa é uma das formas de reduzir as desigualdades e o racismo estrutural do nosso país. A revolução acontece também nas urnas.

 

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